Nasce em Assaré
Antônio Gonçalves da Silva nasce em 5 de março, no Ceará, em uma família pobre de agricultores.
Agricultor, violeiro, cantor, compositor e poeta popular, Antônio Gonçalves da Silva fez da oralidade sertaneja uma obra marcada por lirismo, crítica social, cordel e linguagem coloquial.
Nascido em Assaré, no Ceará, Patativa viveu como agricultor e teve poucos meses de escola formal. Ainda assim, alfabetizou-se, tornou-se leitor, memorizador de versos e uma das vozes centrais da poesia popular nordestina.

Antônio Gonçalves da Silva perdeu a visão do olho direito ainda criança, em consequência do sarampo, e ficou órfão de pai por volta dos oito anos. A vida na roça, a escuta do cordel e o trabalho familiar formaram o chão de sua poesia.
Aos 12 anos, frequentou a escola por poucos meses, tempo suficiente para aprender a ler e escrever. Na adolescência começou a fazer versos; em 1925 comprou uma viola e passou a cantar em festas e feiras.
Em 1929, durante uma estadia no Pará, foi associado ao canto da patativa pelo folclorista José Carvalho de Brito. O apelido se uniu ao nome de sua terra: Patativa do Assaré.
Da infância marcada pela roça à projeção nacional de seus versos, a trajetória de Patativa combina memória oral, trabalho, rádio, livros, música popular e participação política.
Antônio Gonçalves da Silva nasce em 5 de março, no Ceará, em uma família pobre de agricultores.
Perde a visão do olho direito após sarampo, fica órfão de pai e, aos 12 anos, passa poucos meses na escola.
Compra uma viola, canta em festas e feiras e, no Pará, recebe o nome artístico Patativa do Assaré.
Com apoio de José Arraes de Alencar, publica Inspiração nordestina.
Luiz Gonzaga grava A triste partida; depois, Patativa enfrenta censura e participa das Diretas Já.
Morre em 8 de julho, aos 93 anos, deixando obra literária, musical e política.
Sua obra une versos regulares, rimas, oralidade, linguagem coloquial, religiosidade, memória, sátira e crítica sociopolítica. Patativa escrevia como quem declama: a palavra nasce para ser ouvida.
Cantar a vida do povo, com a força de quem aprendeu na terra.
O legado de Patativa é literário e político: sua vida de agricultor autodidata colocou em evidência o Nordeste pobre, a cultura oral, a força do cordel e a consciência social do sertão.
Versos metrificados, rimados e declamativos, feitos para circular pela voz, pelo rádio, pelo folheto e pela memória.
Uma poesia sobre fome, seca, trabalho e desigualdade, com consciência política e linguagem próxima do povo.
Recebeu títulos, prêmios e homenagens, incluindo doutorados honoris causa e o Memorial Patativa do Assaré.
Mesmo conhecido nacionalmente, permaneceu ligado à terra natal e à vida rural que alimentou sua poesia.
Recitou na Rádio Araripe, gravou discos e teve poemas musicados por Luiz Gonzaga e Raimundo Fagner.
Com pouca escolaridade formal, leu clássicos, dominou métrica e rima e compôs muitos poemas de memória.